Agentes Imobiliários: O que esperar do resto de 2019?

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O que esperar do mercado imobiliário neste segundo semestre de 2019? É a pergunta que os agente imobiliários devem estar se fazendo. Sem dúvida o ano até aqui não ficará registrado como um dos melhores da história, mas também não ficará marcado como um dos piores.

E isso é um bom sinal para o mercado imobiliário. É sinal que o olho do furacão, o período de maior tormenta já passou e agora as águas começam a se acalmar e os bons ventos soprarem.

Mas é possível afirmar diante das informações, dos números, do desempenho apresentados até aqui apontar que o resto do ano será animador, representará uma virada definitiva da economia? Ou será um período de transição, que estanca a sangria, interrompe a sequência de retração do mercado, mas que se atém a uma retomada, crescimento, tímida?

O cenário atual de 2019 e a condução para o seu encerramento é o que está em pauta neste post para responder as questões levantadas acima. E para fazer o retrato do cenário de momento e um prognóstico sobre o futuro nos basearemos nos dados disponíveis sobre o mercado imobiliário.

Veja a seguir o que esperar para o resto de 2019 para o mercado imobiliário.

Confira!

Analisando as estatísticas do mercado imobiliário

Para se poder fazer uma projeção de futuro é indispensável analisar os dados de momento e do passado recente para se diagnosticar uma tendência.

Com essa premissa, analisamos que o mercado imobiliário se encontra em um período de retomada de crescimento.

Isso o coloca em uma posição de arrancar otimismo por parte dos profissionais do ramo e dos economistas, afinal, o mercado imobiliário é um dos termômetros para se analisar o estado da economia de um país, no entanto não dá motivo para pulos de alegria.

Retomada é diferente de consolidação de crescimento, pois para se consolidar são necessários números expressivos e constantes, o que não é o caso.

O ano 2019 apresenta melhora em termos de vendas em comparação aos últimos anos, mas como os anos anteriores definitivamente não foram de vacas gordas, isso não quer dizer muito. É um crescimento modesto.

Portanto, ufa, o pior já passou, mas calma que o tempo não está tão ensolarado. É razoável sair sem guarda chuva no momento, uma atitude ousada lembrando-se do tempo instável de há pouco, mas é imprudente sair sem um agasalho, pois o clima ainda não está para praia.

Em uma linguagem mais direta, é possível ser mais ousado, fazer investimentos maiores com boas chances de retorno em comparação aos anos anteriores, mas não se empolgue muito, seja o mais conservador possível.

Os números do mercado imobiliário

Mas para sustentarmos essa avaliação precisamos nos apoiar em números, se não, é puro achismo. 

Como dito, uma das formas de se fazer uma avaliação circunstancial e projetar o futuro é verificar o passado recente.

Essa fase de retomada de crescimento não se iniciou em 2019, ela já vem ocorrendo em 2018 quando o mercado imobiliário começou a voltar a apresentar alta de vendas. É o que podemos constatar com o balanço do segmento, em 2018, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O estudo revelou que o mercado imobiliário teve alta de 19,2% nas vendas em comparação ao ano anterior.

Centrando as atenções para o ano de 2019, vemos que essa tendência de alta do mercado imobiliário se confirmou.

Consultando os dados divulgados pelo Sindicato da Habitação (SECOVI-SP) sobre o mercado imobiliário até maio deste ano, vemos que o segmento vendeu 43,7% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Lembrando que como os anos anteriores foram muito fracos em razão da crise política econômica que se instalou no país, e que ainda repercute no presente, esses dados não são tão expressivos como podem sugerir, mas não deixa de ser um bom indicativo, um aspecto positivo inegável, um claro sinal de retomada de crescimento.

Não dá para ter certeza se esse quadro se manterá ao menos ou crescerá ainda mais, porque isso depende de fatores político-econômicos, tanto interna como externamente, mas é razoável supor que se mesmo diante das diversas crises e ameaças que assolam o país nos últimos meses não foi o suficientes para impedir esses bons indicadores, é bem provável que esse quadro se mantenha pelo menos até o final de 2019.

Mercado de luxo

Uma boa aposta para quem está pensando em investir no mercado imobiliário no segundo semestre é o mercado de luxo. A venda desse tipo de imóvel vem em uma crescente que não se abalou nem mesmo com a retração econômica,

Mais uma vez os números comprovam.

Na maior cidade do país, São Paulo, as vendas dos imóveis residenciais de luxo aumentaram 39% nos 12 meses anteriores até fevereiro deste ano.

Outro indicador é o preço do metro quadrado do bairro mais caro do Brasil, Vila Nova Conceição.

Em 2014 o valor do metro no bairro se encontrava em R$ 25 mil. Esse número até maio de 2019 saltou para R$ 35 mil.

E o que explica esses números expressivos apesar dos percalços de nossa economia recentemente é que o público-alvo desse tipo de imóvel não foi tão afetado como as classes mais baixas. Por contar com um poder aquisitivo elevado o público dos imóveis de luxo é mais resistente aos tropeços da economia, consegue manter o seu padrão de consumo e aproveitar as oportunidades advindas pela crise.

E se toda a crise atinge a maioria, não significa que atinja todos ou não beneficie alguém. A crise pode acabar pendendo a balança mais para o lado de uns e fazendo do ano que para maioria foi para esquecer, memorável para os afortunados.

Os principais compradores de imóveis de luxo no mercado imobiliário foram empresários, executivos e gestores de fundos multimercados.

Esses se encontram nas classes A e B. Já a projeção de mercado para as classes C e D continua frustrante, principalmente diante da perspectiva de cortes de programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida e no FGTS.

Portanto, o que esperar do resto de 2019 em termos de mercado imobiliário na nossa avaliação é um cenário de manutenção de um quadro de crescimento, não um boom imobiliário.

O cenário é mais positivo, otimista em comparação aos últimos anos, mas requer cautela.

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