Você precisa saber: Como esta o mercado Imobiliário em 2018?

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Os indicadores comprovam uma tendência: 2018 será o ano da recuperação do mercado imobiliário.

Na verdade, os indícios da recuperação do mercado imobiliário já começaram no ano passado, em 2017, conforme se pode averiguar pelo exame dos números apresentados pelo Secovi-SP e pela Câmara Brasileira da Construção (CBIC).

Mercado imobiliário: 2017

Notou-se os sinais de recuperação do mercado imobiliário com a divulgação do Secovi-SP de que foram comercializadas 3.869 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo em outubro de 2017, crescimento de 95,3% se comparado ao mesmo período no ano anterior, que vendeu 1.981 unidades e de 124,4% frente às 1.724 unidades comercializadas em novembro de 2016.

Posteriormente, o Secovi-SP também publicou estatística referente ao período janeiro-novembro de 2017 confirmando o sinal de recuperação do mercado imobiliário ao noticiar de que 18,6 mil imóveis foram comercializados na capital paulista, representando alta de 33%  em comparação a 2016.

A Câmara Brasileira da Construção (CBIC) trouxe números sobre as vendas de imóveis do mercado imobiliário como um todo informando que houve aumento de 9,4 % do volume de vendas, totalizando 94.221 unidades comercializadas no ano passado e de que o número de lançamentos avançou 5,2%.

Mercado imobiliário: 2018

O otimismo em relação a recuperação do mercado imobiliário em 2018 é verificado pelas declarações de entidades e figuras respeitadas no setor como a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que projeta que os financiamentos com recursos da poupança devem crescer em torno de 15% em 2018.

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP declarou que “Os lançamentos e vendas terão crescimento de 10% [em 2018]”.

Essa boa expectativa quanto a recuperação do mercado imobiliário em 2018 não se deve somente ao ano de leve alta de 2017, mas ao cenário econômico desse ano que se mostra favorável ao setor.

Primeiro que o governo promoveu alterações no popular programa de financiamento habitacional Minha Casa Minha Vida. Agora o programa é válido para cidades com população inferior a 50 mil habitantes e a renda mínima para poder se beneficiar do recurso foi ampliado. Passou de R$ 6,5 mil para R$ 9,5 mil.

O segundo indicador que parece sugerir a consolidação da recuperação do mercado imobiliário é a queda da taxa de juros.

Caiu para 6,75% e a projeção da manutenção desse número até, pelo menos, o fim do ano é uma ótima notícia ao mercado imobiliário, porque juros menores significam facilidades para concessão de crédito imobiliário, grande impulsionador de altos investimentos, além de incentivar os correntistas a voltarem a aplicar fundos na caderneta de poupança, que volta a ser atrativa.

Outro fator que contribuirá com a recuperação do mercado imobiliário é a estagnação e queda da inflação que atualmente se encontra em 3,63%.

Inflação baixa é sinônimo de aumento do poder de compra, o Real passa a valer mais, o que sem dúvida é um excelente incentivador para sair no mercado atrás do sonho de compra. Construtoras aproveitam o bom momento para fazer novos lançamentos impulsionando ainda mais a cadeia produtiva.

Conclusão

Os números relacionados ao desempenho de vendas do ano passado, as alterações dos critérios de compatibilidade do programa Minha Casa Minha Vida promovidas pelo governo, a redução da taxa de juros e a queda e controle da inflação dão indícios sólidos de que 2018 poderá, sim, ser o ano da recuperação do mercado imobiliário.

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